Acabei de voltar da 12 ª Marcha da Maconha do Rio de Janeiro. A festa que não tinha hora pra acabar no Arpoador, acabou não rolando
por causa da chuva. Voltei encharcado e mais criativo.

Informação de sobra na Marcha da Maconha do Rio de Janeiro!
Deu saudade do sol? Clica aí...
Emendei na finalização do ensolarado capítulo 102 de Ipanema
Allteen e viajei na temática maconha e esportes, já que estamos sediando uma etapa do WCT, circuito mundial de surf, na Barra da Tijuca.
Nos anos 80, surf era considerado esporte de “vagabundo”. Todo surfista tinha fama de maconheiro, mas olha só que ironia, hoje vemos até marcas de cerveja patrocinando os
campeonatos (meio nada a ver na minha concepção). A grana de patrocinadores
como esses, até então inusitados à cena, ajudaram a “glamourizar” o esporte e
transformar surfistas em popstars.
Faz tempo que não acompanho as novidades
desse mundo, mas pensando
nas cifras envolvidas e no nível de competição dos dias atuais, me pergunto se os
surfistas profissionais continuam sendo maconheiros, como pregava o estereótipo nos anos 80, já que a ASP
adotou os testes anti-doping recentemente, para punir surfistas que estivessem
usando estimulantes e drogas recreativas como a maconha. O mais engraçado é imaginar qual
vantagem ela traria pra um surfista numa competição tão acirrada, já que a erva dá aquela relaxada. Na verdade, lá fora existem trocentos tipos de erva e cada uma age de um jeito, mas ainda assim, competição exige foco total. Enquanto continuamos no prensado graças à política proibicionista que impera no mundo.
Kelly surfando "The Box", em Margareth River. Surfei aí em 2001!
Hipocrisias à parte, o 11x campeão mundial Kelly Slater comentou
sobre o caso do snowboarder Rossi Rebagliati, que ganhou a prova de slalom
masculino no Winter Games de Nagano e foi pego nos testes, pelo uso da erva
sagrada.
“Será que a maconha ajudou ou atrapalhou? Eu acho que teria o desacelerado”, comentou Slater
sobre o episódio. Fonte: LAYBACK
E o futebol? Imagine se os 22 jogadores dos dois times
fumassem uma bomba e entrassem em campo. Teríamos um jogo mais criativo e com
mais gols ou um bando de palermas batendo cabeça, seguindo a velha imagem de bobões que
os proibicionistas atrelaram aos efeitos da planta. De qualquer maneira, o
futebol americano tem visto a erva com outros olhos, e a NFL cogita liberar
maconha medicinal para os jogadores.
Enfim, a parte boa dessa história é que não existe
anti-doping na altinha. E a criatividade continua imperando!
O teaser é um festival!